“Ah Papai! Não viva no passado! Esse é o século XIV”: O que as Princesas Disney têm a nos ensinar sobre historicidade?

I. Resumo de uma breve polêmica.

Em maio desse ano publiquei, aqui mesmo no Capitalismo em desencanto, uma pequena proposta de análise global da série de animações (e máquina de fazer dinheiro) da Disney agrupadas sob o título de “Princesas Disney”. Nesse breve texto, analisei a criação do conjunto – que reúne filmes desde 1932 até 2012 e permanece em constante expansão – e empreendi uma análise inicial da caracterização das protagonistas como trabalhadoras e subalternas. A conclusão do texto foi o desenvolvimento de um modelo (restrito aos filmes analisados, os quais denominei como “Princesas Clássicas”, cujo limite seria a década de 1990) acerca dessa caracterização e que permitia algumas generalizações sobre a caracterização do masculino e do feminino (o binarismo não é meu, mas um limite posto pelos próprios filmes) nessas animações e dos possíveis impactos que isso tem sobre o principal público-alvo, as crianças.

As reações e comentários aos texto foram bastante diversos. As críticas às minhas conclusões e ao modelo desenvolvido, por sua vez, tenderam a se organizar ao redor de dois elementos: o período de produção das histórias “originais” e o período representado nas animações da Disney.

O primeiro elemento – o período de produção – dizia então que o o objeto da análise estaria deslocado, pois o alvo das críticas não seriam as animações da Disney, mas os antigos contos e fábulas a partir dos quais as produções da Disney foram adaptadas. Assim, a Disney apenas adaptou essas histórias e, portanto, estaria isenta de qualquer responsabilidade em relação à produção e reprodução do modelo de personagens femininas como trabalhadoras e subalternas, o qual seria obra exclusiva das “histórias originais”. Ou seja, não são as animações da Disney que reduzem as mulheres a esses papéis, mas as “histórias originais”.

O segundo elemento da crítica– o período representado – apontava que os filmes apenas retratam de forma “historicamente exata” o período no qual as histórias se desenrolam, período no qual esses sistemas de relações e modelos de gênero eram reais. Ou seja, as mulheres são primariamente trabalhadoras e subalternas nas animações da Disney porque as coisas eram assim na Idade Média, contexto temporal dessas histórias.

"Princesas Disney"

“Princesas Disney”

Não é difícil perceber – e espero que você já tenha percebido! – que cada um desses argumentos se constituí como uma defesa não dos filmes, mas da própria Disney. Os dois argumentos não tentam negar a validade da crítica, mas criam justificativas para reduzir o impacto desta. Assim, a Disney não pode ser responsabilizada pelo caráter retrógrado de suas produções ou porque apenas empreendeu “meras adaptações” (!) de histórias antigas, ou porque está constrangida por um compromisso com “fidelidade histórica” das histórias que representa.

Meu objetivo nessa segunda parte do texto não é escrever uma mera “resposta às críticas”, mas demonstrar que as idéias que fundamentam essas críticas estão presentes, de formas diversas, nos próprios filmes em questão, principalmente como uma determinada concepção de historicidade (como a Historia se desenvolve, e como sao as relações entre passado-presente-futuro). Ou seja, o que uma breve reflexão sobre os modelos sociais nos filmes das Princesas Disney acaba por revelar é que a nossa vida cotidiana está (socialmente) estruturada por uma série de ideias pressupostas (que parecem tao óbvias e naturais que nao pensamos sobre elas) sobre como o mundo (e a História) é ou tem que ser. Ou seja, o que está em jogo é a famosa crítica da ideologia.

II. Produção, versões e historicidade.

Pensar que a Disney está apenas adaptando histórias muito antigas e que é nessas “histórias originais” que encontraríamos determinado modelo de feminino (as ideias que determinam como uma mulher deve ser), as quais, portanto, seriam as únicas responsáveis pela produção e reprodução desse modelo, implica duas operações complementares: em primeiro lugar, é necessário recurso a uma ideia de originalidade, ou seja, de que existem “histórias originais” que foram adaptadas pela Disney; em seguida, é necessário reduzir o processo de adaptação à mera reprodução, processo no qual o agente da adaptação seria completamente passivo.

Na maior parte dos comentários ao texto anterior, a originalidade dessas histórias é creditada aos famosos Irmãos Grimm. Jacob (1785–1863) e Wilhelm (1786–1859), dois acadêmicos alemães ficaram mundialmente famosos pela coletânea de contos folclóricos que publicaram entre 1812 e 1854 – entre eles, “Cinderela”, “A Princesa e o Sapo”, “Rapunzel”, “João e Maria” e “Branca de Neve”.

Os outros Irmãos Grimm: Matt e Heath.

Os outros Irmãos Grimm: Matt e Heath.

No entanto, é impossível caracterizar a obra dos irmãos Grimm como a versão original de nenhuma dessas histórias, pois ainda que o trabalho de registro tenha implicado adaptações diversas (as quais não podem ser evitadas), todo o material-base dos irmãos Grimm provém da tradição oral e do folclore local. Ou seja, em relação à muitas dessas histórias a versão dos Irmãos Grimm pode até ser caracterizada como a primeira versão escrita, mas ela é mera consequência do trabalho de levantamento e registro de versões oriundas da tradição oral – processo no qual os irmãos convidavam contadores de história a sua casa e transcreviam as histórias que ouviam.

Mas, da mesma forma, que eu sou capaz de adaptar e contar versões diversas dessas histórias para minha filha, os irmãos Grimm empreenderam adaptações diversas em seu material-bruto, modificando-os extensamente (criando um padrão estilístico, desenvolvendo os roteiros, modificando personagens etc) até este ser publicado como a famosa coletânea que todos conhecem hoje.

Assim, o que deve ser denominado de “versão original” dessas histórias? A versão que foi contada por diversos anônimos na sala de visitas dos Irmãos Grimm? Ou a versão que esses anônimos ouviram de seus pais e avós? Ou ainda, a que esses pais e avós ouviram de seus próprios pais e avós? Porque a multidão de anônimos que desenvolveram essas histórias ao longo de séculos teria menos direito à autoria do que aqueles que as compilaram em versões escritas? Ainda que aceitássemos esse último critério, classificando os Irmãos Grimm como os autores das versões originais, qual das 17 versões publicadas entre 1812 e 1864 deveria ser considerada a original?

Chapeuzinho Vermelho, por Gustave Dore (d. 1883).

Chapeuzinho Vermelho, por Gustave Dore (d. 1883).

A resposta possível para essas questões é abandonar qualquer ideia de “versão original” dessas histórias e aceitar que dispomos de uma enorme variedade de versões, as quais podem ser datadas e classificadas, mas jamais contrapostas a uma suposta que versão original. Ou seja, é necessário reconhecer que essas histórias não dispõem de uma versão original.

Cada adaptação (inclusive as empreendidas pela Disney) constituem uma história original em si, da mesma forma que também vinculam-se a uma longuíssima tradição de versões que as precederam, vínculo que se expressa como manutenção e como rejeição de aspectos diversos.

Mas as versões só se diferenciam umas das outras na medida em que são produtos de adaptações diversas, operação que deve ser sempre destacada em sua dimensão ativa (ainda que possa ser, também, não-intencional). Pois as adaptações sempre implicam escolhas, sobre o que será mantido e o que será modificado. As adaptações nunca são inocentes, mas sempre expressam determinados constrangimentos sociais (o que pode ser verificado, por exemplo, no crescente expurgo da violência que caracterizava as versões dos Irmãos Grimm em relação às versões mais recentes) e objetivos autorais.

Assim, devemos recusar qualquer papel passivo da Disney no desenvolvimento de suas (!) produções cinematográficas, não à despeito delas serem adaptações, mas justamente por que o são. Tanto os elementos reproduzidos, quanto aqueles transformados e rejeitados constituem um conjunto de ações e escolhas (sejam estas explícitas ou não) por parte dos realizadores dos filmes (aqui subsumidos sob o sujeito coletivo representado pela Disney).

Dessa forma, não é possível recorrer ao período de produção de uma suposta “versão original” como uma justificativa para determinadas formas de representação de personagens femininas (e de qualquer complexo de relações), pois estas só podem ser encontradas na especificidade histórica da versão que está sendo analisada. O que nos leva a questão fundamental: o século XX foi medieval?

III. Representações, contextos e relevância social.

Diretamente vinculada à questão acima está o suposto compromisso da Disney com a “fidelidade histórica” de seus filmes. Mas o fato dessas fábulas representarem um contexto supostamente histórico também não constitui justificativa que se sustente após um breve exame. O argumento supõe que, por representarem um contexto medieval, os papéis de gênero devem se conformar a essa realidade histórica, evitando o anacronismo que existiria se estes fossem representados de outra forma (leia-se: progressista). Assim, o conservadorismo expresso nos filmes das Princesas Disney não seria responsabilidade das escolhas e opções da própria Disney, mas representaria um compromisso com a “fidelidade histórica”.

Ora, nada mais ridículo e pedante do que pedir fidelidade histórica à produções artísticas, as quais existem antes de tudo como espaço de experimentação e desenvolvimento. É ainda pior se o que se pede é fidelidade factual (os cenários, as roupas, os nomes etc) e não uma representação fiel das relações de época (a forma como as pessoas se comportam, pensam e se relacionam). Assim, para o crítico do banal, importa muito se os personagens se vestem ou não como homens e mulheres “de época”, mas pouco se agem e pensam como homens e mulheres modernos.

"Cuidado! Homens medievais trabalhando."

“Cuidado! Homens medievais trabalhando.”

Dessa forma, é a própria Disney que faz piada desse tipo de requisição, por exemplo, em A Bela Adormecida (1959): No meio do filme o Príncipe Felipe – prometido à Aurora desde o nascimento – conta ao pai (o Rei Humberto) que conheceu sua futura esposa, mas que ela não é a Princesa Aurora, e sim uma simples camponesa que ele acabara de conhecer (é irrelevante que essa camponesa seja, de fato, a própria Princesa Aurora, uma vez que o príncipe não sabe disso no momento em que o diálogo ocorre). O pai fica furioso com a decisão do filho e diz que ele não pode fazer isso, que deve obediência ao pai etc. A resposta do príncipe é a seguinte: “Ah Papai! Não viva no passado! Esse é o século XIV, hoje em dia…”.

"É bom ser um homem em filmes da Disney!"

“É bom ser um homem em filmes da Disney!”

Podemos contrapor essa cena com outra, análoga, quando as fadas madrinhas revelam a Aurora que, infelizmente, ela não poderá ver nunca mais o rapaz que encontrou na floresta, pois é uma Princesa e está prometida ao Príncipe Felipe (a cena é análoga inclusive na ignorância que compartilha com Felipe sobre sua real identidade). A reação de Aurora é o exato oposto da reação de Felipe, uma passividade extrema, que termina com ela chorando na cama, porque afinal de contas, esse é o século XIV!

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“Ah Papai! Não viva no futuro! Esse é o século XXI, hoje em dia… é tudo exatamente como era antes”.

Ora, se a cena do Príncipe Felipe demonstra que Disney tem liberdade artística suficiente para ignorar qualquer tipo de fidelidade histórica (e isso é uma coisa boa!), porque a mesma coisa não acontece na cena de Aurora?

Em outras palavras, porque esse suposto compromisso com a “fidelidade histórica” se expressa somente no que tem de mais retrógrado e conversador como, por exemplo, o papel subalterno das mulheres? Justamente porque são esses aspectos que dispõem de grande relevância social para a nossa própria sociedade, que formatam nossas visões de mundo e nossa forma de agir. A caracterização das mulheres como subalternas não dialoga com uma suposta Idade Média (os homens e mulheres medievais não vão ao cinema, vocês sabem), mas com a nossa própria contemporaneidade.

Tal cena é apenas um exemplo explícito e intencional do que se observa em todos os filmes das Princesas Disney, e que ocorrem na imensa maioria dos casos de forma implícita e não-intencional. Pois o que encontramos nessas produções ambientados em “contextos históricos” são nomes, títulos, roupas e cenários que evocam muito mais uma ideia de Idade Média do que o medievo propriamente dito.

É de conhecimento geral que nada que vemos em um filme aparece na tela por acaso. Todos os cenários são construídos, todas as roupas são escolhidas, todas as palavras que os atores dizem foram pensadas por alguém, tem sentido e objetivo. O que é verdade para os filmes tem ainda mais força para as animações. Absolutamente tudo o que aparece em cena foi desenhado por alguém. Portanto, em todas essas produções a Disney criou/adaptou – seja isso intencional ou não – para tudo o que vemos na tela, nada é deixado ao acaso ou é acidental, inclusive uma visão específica sobre o papel da mulher e a ideia de trabalho a ela relacionada.

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“Quem colocou esse pano na minha mão?”

Se isso pode ocorrer independentemente dos propósitos conscientes e explícitos dos realizadores dos filmes, isso não significa que sejam acidentais. Pois a nossa estrutura social nos determina inclusive nesses aspectos. E é justamente essa determinação de possibilita que os produtos culturais tenham relevância social (e, não devemos perder de vista, essa relevância é medida de forma bem objetiva em milhões de dólares!), ou seja, que sejam reconhecidos como socialmente válidos pelo público que os consome. É necessário que realizadores e consumidores falem a mesma linguagem social, e isso só é possível porque vivemos determinados pela mesma estrutura social. Nesse sentido, o que aparece como “mera adaptação” é justamente o que determina se os filmes das Princesas serão reconhecidos como socialmente válidos pela audiência ou se serão ignorados como um produto de surrealismo. Pois qualquer produto da cultura de massa tem que ser, antes de todo o mais, compreendido pelo público (por isso a terrível compulsão dos blockbusters de explicar a história no meio do próprio filme).

Uma transposição rigorosa (na qual todas as inescapáveis adaptações fossem minimizadas, ainda que jamais evitadas) de qualquer uma das versões mais antigas dessas histórias seria, ao fim e ao cabo, grotesca e/ou incompreensível para o público (adulto e infantil). As princesas Disney não são uma janela para a Idade Média, mas um espelho de nossa própria sociedade. As adaptações não são a parte secundária, mas o principal aspecto do sucesso dessas histórias. E isso ocorre em todas as dimensões dos filmes em questão, inclusive naquelas que dizem respeito ao papel das mulheres como subalternas.

IV – Uma conclusão parcial: a historicidade das Princesas.

A principal ideia que orienta tanto os comentários dos leitores ao texto quanto a forma das próprias animações adaptarem seu material-base é a negação da história como processo, isto é, da historicidade dos produtos culturais e das sociedades que os produzem. Ou seja, de uma desvinculação completa das relações entre presente e passado.

Essa negação aparece, por um lado, em um recurso ao passado como momento definido, estático e cristalizado. Esse passado como coisa teria então momentos de transposição para o presente. As histórias originais repousariam no passado e, após a intervenção passiva da Disney, seriam trazidas ao nosso presente, tal como eram. Por outro lado, ainda que se reconheça o papel ativo da Disney nesse empreendimento, ele é sempre visto como estabilizador, preservando as histórias (e os modelos de relações que expressam) através de um suposto compromisso com o passado. As representações artísticas contemporâneas sobre o passado estariam, portanto, determinadas não pela sua própria contemporaneidade, mas por uma suposta fidelidade com esse passado. Pior, não seriam representações sobre o passado, mas do próprio passado.

Os argumentos que justificam a imposição de papéis subalternos às personagens femininas como um “dado de época”, sejam por sua presença nas “histórias originais”, seja por um compromisso com a “fidelidade histórica” ignora que o passado não é uma coisa dada, pronta, mas um campo de disputa, com fronteiras e definições em constante transformação. Ignora, portanto, que assim como o presente formata o passado de determinada maneira, o passado tem uma influência relativa no presente, seja como justificativa, seja como gênese.

Em relação a outros aspectos, o que essa análise demonstra é como esse “respeito ao passado”, recurso supostamente neutro, é necessariamente desigual e serve a propósitos bem definidos (ainda que, como já mencionamos, isso não significa que sejam “maquiavélicos”). Assim, ao mesmo tempo que preza por uma suposta fidelidade histórica no que tange o feminino, fecha os olhos para todas as outras adaptações, necessárias e inescapáveis para que as histórias possam ser transpostas do passado para o presente.

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Sobre Paulo Pachá

Mestre em História pela UFF. Professor, comunista e medievalista.
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9 respostas para “Ah Papai! Não viva no passado! Esse é o século XIV”: O que as Princesas Disney têm a nos ensinar sobre historicidade?

  1. Cynthia disse:

    A passividade das princesas sempre me incomodou demais, a Cinderela que não colocava a madrasta e as filhas para fora de casa, a Branca de Neve que ficava feliz e cantante esfregando o chão,mesmo sendo princesa, e a Aurora que não esboça o menor sinal de rebeldia quando descobre que tem um noivo e não poderá fazer o que quer. Poderia dormir o filme inteiro que não faria muita diferença…

  2. Ivan Dias Martins disse:

    Paulo, gostei do texto. Só senti falta de um aspecto: O recurso ao passado como forma de representar de forma mais pura ou clássica valores e papéis de gênero que se encontram em contestação dentro da sociedade em que os filmes foram produzidos. Como já disse o próprio Príncipe, era suficientemente claro para qualquer que visse o filme que passado e presente não eram a mesma coisa, que certos valores já se encontravam em transmutação, a ponto disso poder ser alvo de uma piada.

    • Paulo Pachá disse:

      Eu concordo que isso é uma resposta à transformações reais, mas uma que tenta escamotear as transformações com esse corte de gênero.

      Eu não quero fazer uma análise simplista, mas o que tentei explicitar comparando essa cena com a da Aurora é que as coisas mudam para os homens – o Príncipe tem agência para dizer que o presente é diferente do passado -, mas não para as mulheres. Mas é jogando isso para o passado que a operação de colar passado e presente se completa: “os homens agem (sempre foi assim), as mulheres choram na cama (sempre foi assim)”.

      • Ivan Dias Martins disse:

        Paulo, acho que você não pegou exatamente o que eu queria comentar. O que queria dizer é que não há somente um recurso ao gênero para limitar o que muda e o que não muda, há também um recurso ao passado para que este forneça um modelo imaginário dos papéis de gênero.

  3. Muito legal o texto! Acho que gostei até mais que do primeiro, hehe.

    Fiquei pensando numa coisa: eu lembro que, quando via os filmes da Disney na infância, eu nunca localizava eles historicamente. Não tinha a mínima noção de historicidade até uns 11 anos, não achava que as histórias se passavam no mesmo plano em que o da minha vida, num lugar passado de uma linha do tempo. Achava que elas se passavam no plano das histórias! Então elas eram muito arquetípicas, nesse sentido. Os valores veiculados nesses filmes são, sim, super prescritivos pras crianças. Acho que esse é um ponto importante pra pensar, também.

  4. Robson disse:

    Você generalizou as princesas. Sua crítica, talvez se encaixe apenas nas animações anteriores a 1990. Acredito que as animações evoluíram nesse aspecto com o passar do tempo.

    • Paulo Pachá disse:

      Robson, mas isso é mencionado no texto, não?

      “A conclusão do texto foi o desenvolvimento de um modelo (restrito aos filmes analisados, os quais denominei como “Princesas Clássicas”, cujo limite seria a década de 1990)”.

      E complemento: esse modelo está inicialmente restrito ao conjunto que chamei de “Princesas Clássicas”, mas com algumas adaptações pode abarcar a totalidade das Princesas Disney. Apresentar isso depende de uma demonstração de que não existe tanta diferença entre as duas fases das Princesas (pré e pós década de 1990), o que é tema da terceira (e última, prometo!) parte desses textos.

      As considerações sobre historicidade, por outro lado, abarcam imediatamente todos os filmes das Princesas Disney (e é justamente esse aspecto que possibilita a cisão do conjunto em duas fases).,

  5. Pingback: “Vivendo felizes para sempre!”: Transformações e continuidades nas “novas” Princesas Disney | Capitalismo em desencanto

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